Uretrite
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Neste artigo:
- Uretrites inflamatórias
- Uretrites infecciosas - Quais são os sintomas? - Como é feito o diagnóstico? - E o tratamento? - Prevenção
"Uretrite é o
nome dado às doenças inflamatórias e infecciosas da uretra, a qual é um canal
que conduz a urina desde a bexiga até o meio externo. Pode acometer tanto os
homens quanto as mulheres, porém as últimas apresentam um risco maior. Possui
uma grande importância, pois pode representar uma doença sexualmente
transmissível, como a gonorréia. Assim, é essencial a procura do médico caso
o indivíduo apresente os sintomas da doença, já pode evoluir com complicações
graves."
Esse tipo de
uretrite não está associado à infecção, originando-se, na maioria das vezes,
de traumatismo externo ou interno. No primeiro caso, podemos citar como
exemplo o ato de ordenhar a uretra após urinar e também o ato de
masturbar-se, pois devemos lembrar que a uretra é extremamente sensível.
Geralmente são casos leves e transitórios.
O traumatismo
interno está associado ao uso de sondas ou instrumentos cirúrgicos através da
uretra, em indivíduos hospitalizados e/ou submetidos a cirurgias urológicas.
Esses casos podem ser mais graves, necessitando de tratamento específico
dependendo da causa.
Esse é o tipo do
qual falaremos neste artigo, pois representa uma parcela importante de casos
e é o que gera mais sintomas, alarmando o indivíduo. São causadas pela
infecção da uretra por vários tipos de microorganismos: bactérias, fungos,
vírus. As mais comuns são as bacterianas.
As uretrites
infecciosas são doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), mas podem estar
associadas apenas a um quadro de infecção urinária. Nesse último caso, as
mulheres apresentam maior risco, pois a uretra feminina é mais curta e sua
abertura para o meio externo está próxima ao ânus; isso é importante, já que
as principais bactérias envolvidas na infecção urinária são originadas do
intestino.
No caso das DSTs, as
mais importantes são a gonorréia (blenorragia) e as infecções por dois
microorganismos chamados Chlamydia trachomatis e Ureaplasma
urealyticum. A gonorréia é extremamente conhecida, sendo causada por uma
bactéria que tem o nome de Neisseria gonorrhoeae. Nas DSTs, essas
bactérias atingem a uretra durante o ato sexual com um parceiro infectado, o
qual muitas vezes não apresenta nenhum sintoma e nem sabe que é portador da
bactéria.
No homem que
apresenta uretrite infecciosa, é bastante provável que se trate de gonorréia;
já nas mulheres, essa bactéria pode atacar além da uretra, o colo do útero,
as tubas uterinas e os ovários, levando a doença mais grave.
Na gonorréia, o
indivíduo apresenta um corrimento uretral (secreção na uretra) com pus,
principalmente pela manhã, podendo sujar a roupa íntima. Na uretrite não-gonocócica,
essa secreção pode não existir e, quando presente, é mais clara e em menor
quantidade.
A dor e/ou ardência
ao urinar é outro sintoma bastante comum. A pessoa também apresenta vontade
freqüente de urinar, às vezes com sensação de urgência (a pessoa sente que
tem que urinar naquele momento). Outro sintoma seria a coceira após urinar. A
presença de sintomas parecidos no(a) parceiro(a) ajuda a diagnosticar a
doença, mas isso nem sempre ocorre.
O indivíduo com
gonorréia apresenta mais sintomas que o com uretrite não-gonocócica, sendo
que nesse último caso a pessoa pode ser completamente assintomática. Isso é
importante porque ela acaba sendo uma fonte de contaminação para outras
pessoas, em caso de relação sexual desprotegida, já que não sabe que está doente.
A gonorréia, quando
não tratada, pode levar a complicações graves. Uma delas é o estreitamento da
uretra, a qual dificulta o ato de urinar. Esse estreitamento permite que haja
infecção da região mais interna da uretra, podendo desenvolver-se um abscesso
(coleção de pus). Outra complicação, em mulheres, seria a infertilidade,
quando a doença "sobe" pelo sistema genital e afeta o útero, as
tubas uterinas e os ovários.
Na presença de
sintomas como os descritos acima, é fundamental consultar-se com um médico.
Apenas com esses sintomas já é possível definir-se qual o provável
diagnóstico, muitas vezes passando-se diretamente para o tratamento, sem
necessidade de exames de laboratório.
Se o indivíduo
apresenta secreção na uretra, ela deve ser coletada com instrumento adequado,
e enviada para o laboratório. Pelos exames é possível detectar qual a
bactéria envolvida, indicando-se o tratamento mais adequado.
O tratamento
baseia-se no uso de antibióticos, de acordo com a causa identificada. Podem
ser utilizados em dose única ou em várias doses, por alguns dias. Em alguns
casos é importante tratar também o parceiro, mesmo que assintomático, para
evitar que o indivíduo seja contaminado novamente. Devemos ressaltar novamente
a importância do tratamento, pois como vimos, quando não tratada, a gonorréia
pode evoluir com complicações graves.
Como vimos, as
uretrites infecciosas podem ser classificadas como DSTs, assim a sua
prevenção pode ser conseguida pelo uso de preservativo durante a relação
sexual. Outra medida é o tratamento de todas as pessoas infectadas, para
interromper a cadeia da transmissão do microorganismo.
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sábado, 28 de abril de 2012
Uretrite
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