Governo
vai reforçar campanha de combate ao abuso sexual de crianças
Para
reforçar a campanha de combate à exploração e abuso sexual contra crianças e
adolescentes em Rondônia, o governo do Estado vai utiliz\ar seus vários órgãos,
como o Departamento Estadual de Comunicação (Decom), para deflagrar uma série
de atividades de mobilização. A ação tem como ponto alto o dia 18 de maio, Dia
Nacional de Combate a essa infração que tem pena prevista de 2 a 20 anos de prisão.
Segundo
dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República,
divulgados pelo Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra
Crianças e Adolescentes, mais de 66 mil denúncias de violência sexual contra
esse público foram apresentadas em quase oito anos de funcionamento do serviço
Disque 100 no país. A maioria das vítimas é do sexo feminino, enquanto os
infratores são em sua maioria homens.
A
maioria dos casos geralmente ocorre ou é registrado nos períodos da manhã e
tarde, quando os pais ou pessoa responsáveis pelos cuidados estão trabalhando
fora de casa, e a criança ou adolescente fica exposta ao infrator, com
predominância, segundo dados da DPCA, para membros da própria família, seguido
de desconhecidos e vizinhos. A faixa etária das vítimas com maior incidência no
período foi dos 14 aos 17 anos (99), seguida de 7 a 13 (95), não identificada
(85) e de zero a 6 anos (65).
Já
em 2012, os dados parciais apontam que foram feitas 32 denúncias pelo Disque
100, e 64 em março, incluindo também maus tratos. Com relação ao estupro, foram
seis em janeiro e 11 em fevereiro.
A
proposta do governo estadual é levar informações à população utilizando todos
os meios de comunicação com vistas a incentivá-la a denunciar, mesmo que anonimamente,
pelo Disque 110 (ou 190) e combater essa criminalidade hedionda, que acontece
de duas formas: abuso e exploração, sendo a primeira quando um adulto utiliza o
corpo de uma criança para praticar um ato sexual, e a segunda é quando uma
criança é explorada sexualmente com a intenção de se obter lucro.
Histórico
O
dia 18 de maio marca o desaparecimento, em 1973, da menina Araceli Cabrera
Crespo, em Vitória (ES), encontrada morta seis dias depois, após ter sido
espancada, estuprada e drogada numa orgia de drogas e sexo promovida por
pessoas influentes da cidade. No peito, barriga e partes genitais da menina
havia marcas de dentes, enquanto seu queixo foi deslocado com um golpe e o
resto do corpo, o rosto principalmente, foi desfigurado com ácido.
Os
acusados, liderados por Paulo Constanteen Helal, o Paulinho, e Dante de Brito
Michelini, o Dantinho, eram conhecidos por sentir atração por crianças do sexo
feminino que eram drogadas e violentadas em um casarão denominado,
paradoxalmente, de Jardim dos Anjos e em apartamentos mantidos exclusivamente
para festas de embalo. Eles ainda chegaram a ser presos, mas logo soltos. Em
1980 foram julgados e condenados, mas a sentença foi anulada. Em novo
julgamento, realizado em 1991 foram absolvidos. Apesar de o crime ter
prescrito, ainda gera revolta e medo em Vitória.
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